quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

as maquiagem mas lindas do momento

olho maquiado neon Sombras neon   as cores que invadiram o verão! fotos
O verão  2011 está aí e promete chegar cheio de vida, cores e neon. Neon? Isso mesmo! Verão e neon é a dupla do momento. Então, vamos guardar o estojinho de maquiagem de inverno com tons mais sóbrios e escuros e apostar em uma tendência alegre que promete looks inovadores e originais.
As sombras neon podem ser consideradas uma releitura das antigas cores florescentes da década de 80, em que na hora da make eram indispensáveis para um olhar bem marcante!  As nada discretas sombras, ou o “Retrô Glam” como tem sido chamado, voltaram com tudo e pelo jeito para ficar.
E pra quem acredita que está seja uma tendência que não vai colar, de acordo com o site Trash 80 “Katty Perry é adepta dessa linha. No clipe da música ‘Hot n’ Cold’, a cantora aparece com sombra verde limão. Em ‘California Gurls’, o batom rosa chiclete combina com sombra pink purpurinada e em outra cena com verde metálico. Além de Beyoncé e Lady Gaga também arrasararem no make do clipe de ‘Telephone’.”
telefone neon Sombras neon   as cores que invadiram o verão! fotossombras neon katy perry trash 80 Sombras neon   as cores que invadiram o verão! fotos
Encontradas nas cores verde, amarelo, azul, pink, verde limão, azul, laranja ou com glitter, as sombras radiantes tem outra vantagem – apresentam preço acessível que normalmente varia de 10 a 25 reais de acordo com a marca.
Para tirar suas dúvidas de como usar a sombra neon, o Fashion Bubbles separou algumas dicas especiais para você arrasar no look sem erro!
A sombra neon é aplicada na pálpebra móvel e é sempre interessante fazer o uso de esfumaçador nos cantos dos olhos, além de um iluminador para criar efeito mais leve no olhar. Outra dica é usar e abusar de máscara para cílios, lápis e/ou delineador.   Um batom escuro? Por que não? Dependendo da cor da sombra pode criar um efeito bem legal.
Não importa a cor escolhida, para este verão aposte nas sombras neon, principalmente quando estiver com looks mais básicos.
sombraneon Sombras neon   as cores que invadiram o verão! fotos
Foto: Blog Ludmilla Rossi
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Foto: Blog In this fashion

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Foto:
Eu acredito em cosméticos
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Foto: Flor Braz
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Foto:  Elle – “No desfile da Neon, o maquiador Lau Neves explorou a tendência como ninguém – combinou azul-turquesa com vermelho”

os mais bonitoas da copa 2010

Toni Kross

toni kroos1 Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos
toni kroos Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos
toni kroos2 Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos

Tim Wiese

wiese tim Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos
tim wiese2 Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos tim wiese Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos

Thomas Mueller

thomas mueller  Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos
thomas mueller Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos

Philipp Lahm

philipp lahm Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos

Marcell Jansen

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marcell jansen3 Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos marcell jansen2 Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos

Manuel Neuer

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Bastian Schweinsteiger

bastian schweinsteiger Jogadores mais bonitos da Copa do Mundo 2010   Seleção Alemã fotos

Lukas Podolski (the one and only!)

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Parada Gay Lista 350x450 Lista com datas das paradas gays de 2010 fotos
Foto de Soda Head
Muita gente tem dúvidas sobre as datas das paradas gays em 2010. Como elas envolvem muitas pessoas e ONG´s uma lista é criada anualmente pela ABGLT. Entretanto, ao longo dos meses, muitas datas são modificadas ou até mesmo canceladas.
A sugestão de Fabrício Viana é entrar em contato com a pessoa responsável antes ou ler algo na mídia confirmando a data, o local de encontro e o horário do evento.
Importante dizer que, além da festa, as paradas são eventos políticos. Se possível, levem cartazes ou camisetas com dizeres mostrando sua revolta contra o preconceito e a homofobia (use a criatividade e ganhe destaque!).
No percurso da parada beba muita água, leve roupas leves, tome cuidado com equipamentos eletrônicos e outros bens materiais (sempre tem gente esperta assaltando), procure andar em grupos, não destrua patrimônio público (estátuas, canteiros etc) e seja feliz!

top vips

top vips ==>>.quem  e vip  merece o  melhor
Especial

A geração tolerância

Os adolescentes e jovens brasileiros começam a vencer o arraigado preconceito
contra os homossexuais, e nunca foi tão natural ser diferente quanto agora. É
uma conquista da juventude que deveria servir de lição para muitos adultos


Silvia Rogar e Marcelo Bortoloti
Lailson Santos
UMA TURMA COLORIDA
Paulo, William, Marcus, David, Charles, Akira, Jefferson (de pé, da esq. para a dir.); e Harumi e Daniele (sentadas): eles abriram o jogo para os pais ainda na adolescência
Longe do estereótipo
"Sempre tive atração por meninas, só que morria de vergonha de me aproximar delas e revelar o que sentia. Precisei de alguns anos para aceitar, eu mesma, a ideia. Foi na internet que consegui arranjar a primeira namorada. Quando a coisa ficou séria e eu quis levá-la a minha casa, contei a meus pais, que, como era esperado, sofreram. Meus amigos também já sabem que sou homossexual. No começo, estranharam. Nunca me enquadrei no estereótipo da menina gay, masculinizada, mas não tenho dúvida quanto à minha opção. O melhor: depois de um processo difícil, isso acabou se tornando natural para mim e para todos à minha volta."
Harumi Nakasone, 20 anos, estudante de artes visuais em Campinas

VEJA TAMBÉM
Apresentar boletim escolar com notas ruins, bater o carro novo da casa, arrumar inimizade com o vizinho já são situações difíceis de enfrentar diante do tribunal familiar, com aquela atemorizante combinação de intimidade com autoridade dos pais. Imagine parar ali diante deles e dizer a frase: "Eu sou gay". Não é fácil para quem fala, menos ainda para quem ouve. As mães se assustam, mas logo o amor materno supera o choque do novo. Os pais demoram mais a metabolizar a novidade. A orientação sexual ainda é e vai ser por muito tempo uma questão complexa e tensa no seio das famílias. Isso muda muito lentamente. O que mudou muito rapidamente, porém, foi a maneira como a homossexualidade é encarada por adolescentes e jovens no Brasil. Declarar-se gay em uma turma ou no colégio de uma grande cidade brasileira deixou de ser uma condenação ao banimento ou às gozações eternas. A rapaziada está imprimindo um alto grau de tolerância a suas relações, a um ponto em que nada é mais feio do que demonstrar preconceito contra pessoas de raças, religiões ou orientações sexuais diferentes das da maioria.
Esses meninos e meninas estão desfrutando uma convivência mais leve justamente em uma fase da vida de muitas incertezas, quando a aceitação pelos pares é decisiva para a saúde emocional e mental. Isso é um avanço notável. Por essa razão talvez, a idade em que um jovem acredita que definiu sua preferência sexual tem caído. Uma pesquisa feita pelas universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uerj) e de Campinas (Unicamp) tem os números: aos 18 anos, 95% dos jovens já se declararam gays. A maior parte, aos 16. Na geração exatamente anterior, a revelação pública da homossexualidade ocorria em torno dos 21 anos, de acordo com a maior compilação de estudos já feita sobre o assunto. À frente do levantamento, o psicólogo americano Ritch Savin-Williams, autor do livro The New Gay Teenager (O Novo Adolescente Gay), resumiu a VEJA: "O peso de sair do armário já não existe para os jovens gays do Ocidente: tornou-se natural".
Lailson Santos
A mãe torce para que ele ache um bom companheiro
"Aos 16 anos, quando contei à minha mãe que preferia os homens às mulheres, ela ficou possuída de raiva. Eu achava que a notícia não causaria tanta comoção. Não havia aberto o jogo sobre minha sexualidade, mas tinha certeza de que minha mãe já desconfiava. Nunca levava garotas em casa nem falava delas. O dia em que contei tudo, no entanto, foi um divisor de águas para nós dois. A relação ficou muito tensa. É interessante como a coisa, depois, vai sendo assimilada. Ela abandonou o sonho de me ver chefe de uma família tradicional e, no lugar disso, passou a sonhar com um bom companheiro para mim. Isso ainda não aconteceu. Hoje, no entanto, minha vida é ótima. Não escondo das pessoas de que mais gosto o que realmente sou."
Gabriel Taverna, 19 anos, estudante de São Paulo

Os jovens que aparecem nas páginas desta reportagem, que em nenhum instante cogitaram esconder o nome ou o rosto, são o retrato de uma geração para a qual não faz mais sentido enfurnar-se em boates GLS (sigla para gays, lésbicas e simpatizantes) - muito menos juntar-se a organizações de defesa de uma causa que, na realidade, não veem mais como sua. Na última parada gay de São Paulo, a maior do mundo, a esmagadora maioria dos participantes até 18 anos diz estar ali apenas para "se divertir e paquerar" (na faixa dos 30 o objetivo número 1 é "militar"). A questão central é que eles simplesmente deixaram de se entender como um grupo. São, sim, gays, mas essa é apenas uma de suas inúmeras singularidades - e não aquela que os define no mundo, como antes. Explica o sociólogo Carlos Martins: "Os jovens nunca se viram às voltas com tantas identidades. Para eles, ficar reafirmando o rótulo gay não só perdeu a razão de ser como soa antiquado". Ícone desses meninos e meninas, a cantora americana Lady Gaga os fascina justamente por ser "difícil de definir o que ela é". São marcas de uma geração que, não há dúvida, é bem menos dada a estereótipos do que aquela que a precedeu. Diz, com a firmeza típica de seus pares, a estudante paulista Harumi Nakasone, 20 anos: "Nunca fiz o tipo masculino nem quis chocar ninguém com cenas de homossexualidade. Basta que esteja em paz e feliz com a minha opção".
Miriam Fichtner
Não era uma fase
"No início da adolescência, já me sentia atraída por meninas. Aluna de um colégio de freiras, havia crescido ouvindo que o amor entre pessoas do mesmo sexo era algo imperdoável, mas nunca vi a coisa assim. A mim, parecia natural. Aos 14, até tentei namorar um menino. Não funcionou. Um ano depois, quando me apaixonei de verdade por uma garota, resolvi contar a meus pais. Minha mãe repetia: ‘Calma que passa, é uma fase’. A aceitação da ideia é um processo lento, que envolve agressões de todos os lados e decepção. Sei que contrariei o sonho da minha família, de me ver de grinalda e com filhos, mas a melhor coisa que fiz para mim mesma foi ser verdadeira. Por que me sentir uma criminosa por algo que, afinal, diz respeito ao amor?"
Amanda Rodrigues, 18 anos, estudante de artes visuais no Rio de Janeiro

A tolerância às diferenças, antes verificada apenas no ambiente de vanguardas e nas rodas intelectuais e artísticas, está se tornando uma regra - especialmente entre os escolarizados das grandes cidades brasileiras. Uma comparação entre duas pesquisas nacionais, distantes quase duas décadas no tempo, dá uma ideia do avanço quanto à aceitação dos homossexuais no país. Em 1993, uma aferição do Ibope cravou um número assustador: quase 60% dos brasileiros assumiam, sem rodeios, rejeitar os gays. Hoje, o mesmo porcentual declara achar a homossexualidade "natural", segundo um novo levantamento com 1 500 adolescentes de onze regiões metropolitanas, encabeçado pelo instituto TNS Research International. O mesmo estudo dá outras mostras de como a maior parte dos jovens brasileiros já se conduz pela tolerância em vários campos: 89% acham que homens e mulheres têm exatamente os mesmos direitos e em torno de 80% se casariam com alguém de outra raça ou religião. "À medida que as pessoas se educam e se informam, a tendência é que se tornem também mais intransigentes com o preconceito e encarem as questões à luz de uma visão menos dogmática", diz a psicóloga Lulli Milman, da Uerj. Foi o que já ocorreu em países de alto IDH, como Holanda, Bélgica e Dinamarca. Lá, isso se refletiu em avanços na legislação: casamentos gays e adoção de crianças por parte desses casais são aceitos há anos. No Brasil, onde não há leis nacionais como essas, a apreciação fica sujeita a cada tribunal.
Fotos divulgação
OS GAYS NA ARTE
Homossexualidade contida na tela de Caravaggio (à esq.)
e escancarada na taça romana do século I

Ainda que o preconceito persista em alguns círculos, atingiu-se um estágio de evolução em que professá-lo se tornou um gesto condenável pela maioria - um sinal de progresso no Brasil. Nas Forças Armadas, onde a aversão a gays sempre se pronunciou em grau máximo (apesar de o regimento interno repudiar a perseguição aos homossexuais), a diferença é que, agora, quando surge um caso desses entre os muros do Exército, o assunto logo suscita indignação. Ocorreu com um general que, neste ano, veio a público posicionar-se contra a presença de gays nas Forças Armadas. Sob pressão, precisou retratar-se. Recentemente, o lutador de vale-tudo Marcelo Dourado, 38 anos, surgiu no programa Big Brother Brasil, da Rede Globo, dizendo que "homem hétero não pega aids". Além de uma bobagem, a declaração foi tachada de preconceituosa - e a Globo precisou ocupar seu horário nobre com as explicações do Ministério da Saúde sobre o tema. Mesmo que às vezes usados como bandeira por bandos de militantes paparicados por políticos em busca de votos, pode-se dizer que tais episódios apontam para uma direção positiva. Afirma o filósofo Roberto Romano: "A experiência mostra que o desconforto com o preconceito cria um ambiente propício para que ele vá sendo exterminado".
Miriam Fichtner
Assumidos, mas discretos
"Aos 15 anos, depois de alguns flertes com meninos e nenhuma relação com meninas, conheci meu atual namorado. Apaixonado e angustiado por viver escondido, achei que não havia outro caminho senão abrir a questão para os meus pais. Até hoje, não falamos muito sobre o assunto, mas eles já aceitam a situação, e até levo o Leandro para dormir lá em casa. Às vezes, andamos de mãos dadas, mas não trocamos beijos em público. Não preciso ficar expondo minha sexualidade. Prefiro as boates que meus amigos, gays ou não, frequentam ao circuito GLS."
Victor Guedes, 19 anos, produtor de moda (à esq.), com o namorado Luiz Leandro Caiafa, 20, estudante de ensino técnico no Rio de Janeiro

A notícia de que um filho é homossexual continua a causar a dor da decepção a pais e mães (descrita pela maioria dos ouvidos por VEJA como "a pior de toda a vida"). Com pavor de uma reação violenta do pai, meninos e meninas preferem, em geral, contar primeiro à mãe. "Quando meu filho me disse que gostava de meninos, sabia que os velhos sonhos teriam de ser substituídos por algo que eu não tinha a menor ideia do que seria", relata a analista financeira paulista Suerda Reder, 41 anos. É com o tempo que a vida vai sendo reconstruída sob novas expectativas. Dois anos depois da revelação, o namorado de Victor, filho de Suerda, frequenta sua casa sem que isso seja motivo de constrangimento. Muitos pais já compreendem (com algumas idas e vindas) que, ao apoiar os filhos, estão lhes prestando ajuda decisiva. "Quando a própria mãe trata o fato com naturalidade, a tendência é que o preconceito em relação a ele diminua", diz a estilista gaúcha Ana Maria Konrath, 55 anos, em coro com uma nova geração de mães - também mais tolerantes. O que elas sabem por experiência a ciência em parte já investigou. Segundo um estudo americano, conduzido pela Universidade Estadual de São Francisco, jovens gays que convivem em harmonia com os pais raramente sofrem de depressão, doença comum entre vítimas de preconceito.
Miriam Fichtner
"Nunca me escondi"
"Cheguei a beijar garotas, mas foi só quando troquei o primeiro beijo com um menino, aos 14 anos, que senti uma emoção real. Era tão claro para mim que resolvi contar a meus amigos mais próximos da escola que era gay. A princípio, eles estranharam. Cheguei a ser alvo de olhares tortos e gritos de ‘bicha’, mas logo passou. Quando contei a meus pais, no ano passado, eles no fundo já sabiam. Nunca me preocupei em levar garotas para casa só para me passar pelo que não era. Também não tenho necessidade de ficar me reafirmando gay na frente dos outros. Isso é bobo demais. Para mim, é só mais uma de minhas características."
Hector Gutierrez, 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio numa escola particular de Minas Gerais

Um conjunto de fatores ajuda a explicar o fato de a atual geração gay ser mais livre de amarras - alguns de ordem sociológica, outros culturais. Um ponto básico se deve à sua aceitação por outros adolescentes. Para esses jovens, o conceito de tribo perdeu o valor, como chamou atenção o antropólogo americano Ted Polhemus, por meio de suas pesquisas. Ele apelidou essa geração de "supermercado de estilos" - ou só "sem rótulos". Nesse contexto, não há mais lugar para algo como o grupo em que apenas ingressam os gays ou os negros, algo que as escolas brasileiras já ecoam. Antes fonte de tormento para alunos homossexuais, alvo de piadas, quando não de surras e linchamentos, o colégio se tornou um desses lugares onde, de modo geral, impera a boa convivência com os gays. Um sinal disso é que a ocorrência de casos de bullying por esse motivo tem caído gradativamente. "É também mais comum que eles andem de mãos dadas no recreio, sem ser importunados, ou que se tornem líderes de turma", conta a pedagoga Rita de Cássia, da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Os próprios colégios reconhecem que, no passado, conduziam a questão à sombra de certo preconceito. "Se surgia um aluno gay, tratava-se imediatamente o assunto como um problema, e os pais eram logo chamados", lembra Vera Malato, orientadora no Colégio Bandeirantes, em São Paulo. "Hoje a postura é apenas dar orientação ao aluno se for preciso."
"Meus sonhos precisaram
ser reconstruídos"

"Acho que toda mãe percebe, a contragosto e com dor, quando seu filho é gay. Sempre tive certeza disso em relação ao Igor, mas alimentava esperanças de que ele mudasse. Cheguei a rezar anos a fio por um milagre. No dia em que meu filho finalmente se abriu comigo, aos 17 anos, fiquei sem chão. Passado o choque, entendi que meus sonhos em relação a ele precisariam ser completamente reconstruídos. Não escondo mais de ninguém que meu filho é homossexual. Sinto que o fato de uma mãe tomar essa iniciativa ajuda a espantar o preconceito. Sempre que arranja um namorado, ele frequenta a minha casa e saímos juntos. Meu filho está feliz. Não é isso que todos nós buscamos?"
Ana Maria Konrath, 55 anos, estilista gaúcha, mãe de Igor Konrath, 20, estudante de comunicação social
Miriam Fichtner

Para boa parte dos jovens gays de hoje, a vida subterrânea nunca fez sentido. Diz o produtor de moda carioca Victor Guedes, 19 anos: "Desde que ficou claro para mim que meu interesse era pelo sexo masculino, não pensei em esconder isso dos meus pais. Só esperei a hora certa para abrir o jogo, com todo o tato". É gritante o contraste com as gerações anteriores, às quais lança luz o livro Cuidado! Seu Príncipe Pode Ser uma Cinderela (a ser lançado pela editora Best Seller), das jornalistas Consuelo Dieguez e Ticiana Azevedo. O conjunto de depoimentos ali reunido revela o sofrimento diário enfrentado por políticos, diplomatas e figurões do mercado financeiro que nunca saíram do armário.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008 Dia Mundial contra Aids combatendo o preconceito

Então

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Dia Mundial contra Aids combatendo o preconceito



Hoje, 1º de dezembro, é o Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

Slogan Sua atitude tem muita força na luta contra a Aids. Jovens de 13 a 24 anos são o alvo principal da programação deste ano.

O Dia Mundial de Luta contra a Aids foi criado em 1988, durante Encontro Mundial de ministros de Saúde, em Londres, com a participação de 140 países. Objetivo da data é mobilizar governos, sociedade civil, portadores do HIV e outros segmentos da população para uma reflexão sobre a epidemia. A data simboliza, também, a solidariedade entre as pessoas e a luta contra o estigma e a discriminação.

História – O primeiro caso brasileiro de Aids foi notificado em 1983. Nesse mesmo ano, começou a mobilização nacional para o enfrentamento da epidemia, com a união de forças entre o governo e a sociedade civil. A primeira ação foi em São Paulo, com a criação da Coordenação Estadual de DST/Aids pelo governo estadual e a mobilização de ativistas ONGs de pessoas vivendo com o HIV.

Além de relembrar essa trajetória, as atividades do Dia Mundial também vão servir como reflexão. Apesar de ser motivo para reconhecer os avanços do Brasil nessa área, é necessário pensar nos desafios do futuro, já que a epidemia permanece como um importante problema de saúde pública.



Atual situação

O ministério da Saúde divulgou recentemente o Boletim Epidemiológico 2007 com um levantamento que revela que, no Brasil, em homens com mais de 13 anos, houve aumento dos casos de Aids em heterossexuais, estabilização entre homossexuais e bissexuais e redução entre usuários de drogas injetáveis. Em homossexuais ou bissexuais jovens, no entanto, a tendência é de crescimento.

1° de dezemdro dia mundial contra a aids

Veja como foi o dia de Luta contra Aids em Salvador
Por Redação

Exposição do Grupo Gay da Bahia na Biblioteca Central dos Barris, de 1 a 12 de dezembro. Abaixo ação com a Coordenação Estadual de Aids no Dique do Tororo.
SALVADOR, 1/12/09 – O Grupo Gay da Bahia e o Centro Baiano Anti-Aids, promovem no salão de entrada da Biblioteca Central dos Barris a exposição Aids tem Solução que reúne mais de cinqüentas cartazes sobre a doença publicados no Brasil e exterior, objetos e várias marcas de preservativos. Incluindo preservativos de 55 mm que são maiores e mais largos para quem precisa de espaço e muito mais conforto na hora do sexo.
A exposição que começou hoje, marca as celebrações do Dia Mundial de combate ao HIV/Aids e fica até o dia 12 próximo, em horário comercial. O primeiro caso de Aids na Bahia foi ao inicio dos anos oitenta, de lá para cá a doença já infectou mais de 15 mil baianos, dois quais cerca de a metade já veio a falecer.
O Tema da Aids esse ano é Viver com Aids e Possível, Com o Preconceito Não. Viver com Aids é possível porque a cada dia a doença caminha para se tornar crônica, viver com o preconceito bate direto na auto estima da pessoa soropositivo.
A exposição consta de peças curiosas e enigmáticas, como um pênis de cera vermelha confeccionado em forma de vela, usado em rituais de Umbanda, certamente como ebó de cunho sexual. Nessa mesma linha afro-umbanda a exposição destaca o “Protetor Pomba Gira” um preservativo que vem envolvido em uma caixa azul com os dizeres " no jogo da paixão feche seu corpo com perfeição" , material que veio do Estado do Ceará, grande difusor da Umbanda no Brasil, o protetor Pomba Gira foi distribuído nos anos 90 entre praticantes da Umbanda naquele Estado.
Peças antigas e de grande circulação na Bahia, ao exemplo do cartaz do CBAA Negão Vivo Usa Preservativo, verdadeiro sucesso que mostra um lindo e forte negão de cueca, um cartaz do Grupo Pela Vidda, Rio de Janeiro com ilustrações do Carlos Zéfiro e finalmente uma peça histórica é apresentada na exposição. Trata-se do cartaz Assim Pega, Assim Não Pega impresso pelo Ministério da Saúde, assinado pelo Governo Sarney, isso há muito tempo atrás.
Também conta em uma das três vitrines o livro O Que é Aids publicado nos anos oitenta por Nestor Perlong pela editora Brasiliense. Segundo Luiz Mott, que fez a curadoria da exposição “ Tem a finalidade de alertar aos jovens dos riscos de infecção pelo HIV”, alertando que quanto mais cedo se falar sobre a doença, melhor.
Um dia dedicado para a prevenção do HIV e Aids
Diversos eventos aconteceram na cidade e na região metropolitana de Salvador, por alusão ao dia de combate a doença em todo o mundo. A Coordenação Estadual de DST/Aids junto com entidades da Sociedade Civil organizou uma intervenção na manhã de hoje no Dique do Tororo abordando os corredores que passavam no local.
No ato houve a distribuição de preservativos, folhetos, bandanas, camisetas todas as peças com o laçinho, símbolo de luta contra a Aids. Participaram do Evento Associação de Travestis (ATRAS), GGB, CBAA, Quimbanda Dudu e Articulação de Ongs Aids da Bahia (ABOA) e Grupo Gay de Pojuca, através de Alessandro Monte.
Instituto Conceição Macedo Lança Calendário
A Instituição Beneficente Conceição Macedo que atente crianças lançou hoje no auditório da Câmara Municipal de Salvador o calendário Lute Contra a Aids Abrace a Vida. O Evento foi conduzido pela vereadora Vânia Galvão e contou com a presença da Voluntária Social e Primeira Dama da Bahia, Fátima Mendonça, Socorro Chaves Coordenadora Municipal de DST/Aids, Simone Struraro da Coordenação Estadual de Aids. O evento começou às 8hs e terminou  as 11hs com coquetel oferecido pela Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) na sala dos retratos.
As fotos que ilustram o calendário mostram celebridades abraçando as crianças dos projetos do IBCM como a cantora Mariene de Castro, a cantora argentina Mercedes Sousa e outros artistas baianos. “São vinte e quatro fotos grandes e dezenas de fotos menores” disse o fotografo Marcelo Mendonça autor dos ensaios. “Grande alegria fazer esse trabalho”, conclui Mendonça. Cada calendário de mesa custa à sugestão de R$ 10, mas quem quiser ofertar mais é sempre bem vindo, toda ajuda.